quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A ETERNA PROCURA DA FELICIDADE...

Conheceram-se num baile de Carnaval, daqueles bailaricos nas sociedades recreativas de uma pequena e branca aldeia. Mas não foi brincadeira a atracção que sentiram um pelo outro e essa relação duraria quase 30 anos em forma de casamento e dura ainda em forma de sentimento.

Apesar de um casamento aparentemente feliz depois de todos aqueles anos ela sentiu que a chama tinha esmorecido, que já não havia atracção de parte a parte. Entrou em pânico! Pela cabeça passaram-se muitas cenas que tudo aquilo acabaria num grande martírio e numa grande infelicidade se o casamento continuasse.

Pensou acabar com a relação. E fê-lo! E como o amor não tem idades apaixonou-se por outra pessoa pensando reviver a primeira grande paixão da sua vida que - julgava ela - se tinha esfumado...

Essa paixão durou o que tinha que durar, aquilo que as paixões geralmente duram! Acabou na altura que devia acabar, e ela ficou presa à primeira paixão, a genuína, a verdadeira, a que tinha dado frutos. Mas não voltaram um para o outro: mantêm uma excelente relação e o mais importante ainda gostam um do outro... mas amam-se mesmo muito! Mas não voltaram a viver, quis a vida que as decisões tomadas antes assim o ditassem...

E telefonam-se todas as vezes em que passa o aniversário do dia em que se conheceram no baile da aldeia, e telefonam-se todos os aniversários do casamento que os uniu durante tantos anos, e telefonam-se no dia do aniversário do divórcio que lhes separou os corpos mas não as almas... Porque se continuam a amar! E fica a lição: nem todos os que se amam - mesmo muito - ficam juntos! A vida tem destas coisas... Talvez um dia se voltem a encontrar, ele e ela e todos os casais que deviam estar lado a lado e não estão...

8 comentários:

a.filoxera disse...

Gostei, Alex.
Hoje não vou ler os posts anteriores, mas quando tiver oportunidade fá-lo-ei.
Beijos.

sofialisboa disse...

uma linda historia de amor, pois o amor tem muitas formulas...sofialisboa

irneh disse...

Olá Alex!

Primeiro que tudo quero dizer-te que gosto deste novo aspecto do blog.

Quanto às tuas histórias, gosto e em especial esta última, porque, de facto, muita gente não segue o caminho certo por causa de convenções sociais ou por falta de coragem.

Beijinhos

Bichodeconta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bichodeconta disse...

Lagarto lagarto,abrenuncio, pé de cabra,jacaré, lagartixa!!! Desculpa, por momentos fiquei com a impressão de que era a minha história, mas ali pró meio a coisa compos-se.. Esse risco eu não corro, o de ser tão civilizada ao ponto de andar a ligar pra quem tanto me fez sofrer.. Quanto mais me bates mais eu gosto de ti.. Ná, Se houvesse a minima possibilidade de olhar aquela cara, escutar aquela voz, tocar aquele corpo, eu , jamais me divorciaria.. Mas há gostos e estomagos para tudo.. Vá de rectro satanaz, chega..Ou melhor, como dirá a minha amiga Irina(da Moldávia) GATA, AJUNJE.. CHEGA... UM ABRAÇO E AS DESCULPAS PELA BRINCADEIRA MUUUUUUUUUUITO SÉRIA QUE ACABO DE DECLARAR.. Eu não sou civilizada...

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo Alex, lindo texto!!!
Verídico ou não, a forma como o retratas é excecional.
Os meus sinceros parabéns!!!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha

bebethmoliva disse...

lindo texto. parabéns
abço
beth

Blue Velvet disse...

Conheço um caso assim.
É verdade, às vezes o amor não basta.
beijinhos, amigo