segunda-feira, 11 de agosto de 2008

VIDA DE S... A QUANTO OBRIGAS!!!

Caminhava lentamente, pé ante pé, na direcção que ele considerava certa: como macho que era, algo lhe dizia que ali iria encontrar coisas interessantes! Não que o recinto de água lhe agradasse muito, já tinha encontrado melhor, mas só o facto de ser água já o motivava a atravessar o longo caminho de relva.

E lá foi ele no seu passo cadenciado, sem paragens: quando se está determinado não há que parar! Foi o que ele pensou e o que fez! Aproximou-se da água muito azul... ele adorava água, tinha uma atracção por água que era impressionante... e naqueles locais sempre se fazem bons encontros. Assim esperava ele! E continuou...

Chegado à beira da água ouviu falar numa língua esquisita para ele. Mas não ligou! Mas esses ruídos estranhos aumentavam de tom quando ele se aproximava... mas continuou a não ligar! Continuou a sua caminhada decidida em direcção ao azul da água...

Foi então que sentiu algo a tocar em si, algo gigantesco - revirou os olhos para cima e deparou com uma coisa descomunal que o agarrou e o virou de pernas para o ar - ele bem que esperneou mas de nada valeu debater-se... entretanto, os ruídos circundantes aumentaram e embora fossem numa linguagem que ele não entendia, chamar-lhe-ia guinchos...

Outras coisas gigantescas acercaram-se, até que aquilo que o agarrou e o virou de pernas para o ar se deslocou durante um bocado e depois - alívio - aproximou-o da relva acabada de regar e largou-o - ufa, escapou desta, será que escaparia da próxima?

Bom, o melhor mesmo era ignorar aquelas águas azuis e ir procurar umas águas mais a seu gosto e menos perigosas: que tivessem aqueles bichinhos que ele gostava de apanhar com a língua, e que fossem tão escuras que ele pudesse mergulhar e esconder-se... vida de sapo, a quanto obrigas!!!

1 comentário:

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Amigo Alex, bela história... Gostei!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha