segunda-feira, 13 de outubro de 2008

UM AMOR INCONTORNÁVEL!!!

De passagem por uma terra longe da sua, parou numa pastelaria que lhe parecia ter bom aspecto. Sentou-se, pediu um café e demorou largamente na escolha do bolo para acompanhar o café. Finalmente, decidiu-se por uma fatia de um bolo que não conhecia e que parecia bom. Foi atendido por uma empregada muito bonita e simpática. Tomaram-se de conversa...

... De tal modo que ele começou a ir tomar (imagine-se!) o pequeno-almoço todos os sábados e domingos à tal terra! E para isso (imagine-se outra vez!) tinha que fazer mais de 200 km para um lado e outro tanto para o outro... só para tomar o pequeno-almoço! Mais de duas horas de viagem para um lado e mais de duas para o outro, gastava boa parte do seu fim-de-semana! E o combustível? Ainda por cima apanhou a alta dos preços do petróleo!

E de todas as vezes ele era atendido pela mesma empregada e comia o mesmo bolo e bebia um café! E ficava à conversa com a empregada! Parecia que tinha nascido um amor incontornável! E assim se passaram muitos fins-de-semana: a convivência foi crescendo e os dois já riam de outra forma! A cumplicidade já era muito grande...

Tudo parecia correr bem, fim-de-semana após fim-de-semana! Chegaram as férias e ele chegou a alugar um apartamento na terra para ficar mais próximo! Foi quando - e numa mudança de gerência da pastelaria - deixaram de fabricar o tal bolo que ele comia sempre depois de fazer mais de 200 km de cada vez... E ele nunca mais voltou à dita pastelaria, sem o bolo já não havia razão para fazer tantos quilómetros e gastar tanto tempo em viagens...

2 comentários:

Lia disse...

Sei ,que se consegue mover montanhas(qd gostamos de algo!)Agora...por causa de uma fatia de bolo?!Só tu!:0))Está gira;0)Um beijo e um raio de sol.

Maria, Simplesmente disse...

Pois claro, o bolo é que dava sabor à relação deles. Isso acontece com muita gente, por vezes nem se consegue saber ao certo o porquê do entusiasmo, e então a um guloso que não aceita que é guloso acontece muito.
Temos de estar sempre de pé atrás.
Maria